Ao derredor da Campa, estendida,
Jaz um corpo, taciturno, voz silenciada,
Sob espasmos, pútridos, atormentados...
Estranhos seres, deambulam, frustrados!
E o tempo contumaz, deteriora letais,
O corpo putrefato, no umbral dos eitos...
Arrefecidos, pelo ódio da carne, rarefeitos,
Na urdidura, de sôfregos comensais!
Órgãos enterrados na Campa Maldita,
Que aprisionam sonhos, na hora incauta,
Que sobrepujam e devoram - Vermes!
Oh! Vida efêmera, insossa, em sandices,
Que transcorre à solta, vorazes...
Ilusão emergida sob pesadelos, fúnebres!
Elzana Mattos
Enviado por Elzana Mattos em 26/09/2011
Alterado em 03/10/2011